Centenas de taxistas marcharam no sábado dia 14, em Luanda, contra uma eventual subida do preço dos combustíveis no país. Convocados pela Associação  Nova Aliança de Taxistas de Angola, os manifestantes caminharam do cemitério da Sant’Ana, na Deolinda Rodrigues, até ao largo das Heroínas, na avenida Ho Chi Mim.

Empunhando cartazes com vários dizeres, os taxistas de Luanda apoiados por vários cidadãos pertencentes ao Movimento de Estudantes Angolanos, chamaram a atenção do Executivo das consequências para a população caso vem a ser aprovada a eventual proposta de subida do preço dos combustíveis.

Com a protecção de forte aparato da Polícia Nacional, os manifestantes, na sua maioria apeados e outros transportados em algumas viaturas que efectuam serviço de táxi, nas ruas da capital, marcharam de forma ordeira e pacífica, sem registo de qualquer desacato à lei, ou outro acto que perturbasse a ordem.

O secretário-geral da Nova Aliança dos Taxistas de Angola disse ao Jornal de Angola que a marcha foi um sinal de descontentamento em função de um possível aumento do preço dos combustíveis por parte do Executivo, como recomendação do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Francisco António entende que o Executivo angolano deve procurar outras opções para fazer frente à difícil situação económica que o país vive, resultado da crise financeira internacional, e não aumentar o preço dos combustíveis, porque vai prejudicar os pacatos cidadãos.

De acordo com o responsável da ANATA,  caso o Executivo avance com a ideia, a sua organização vai propor ao Ministério das Finanças para subvencionar os preços dos combustíveis para a classe de taxistas na ordem dos 40 por cento, como forma de manter os 150 kwanzas, o valor actual da  corrida de táxi. Caso o Executivo não atenda a proposta, disse peremptório Francisco António, a ANATA vai orientar os seus filiados para aumentarem a corrida de táxi de 150 para 300 kwanzas.